domingo, 11 de julho de 2010

JOHANNESBURGO: ARCEBISPO RECEBE RELÍQUIAS DE SANTA TERESA DE LISIEUX

O arcebispo de Johannesburgo, África do Sul, Dom Buti Joseph Tlhagale, presidente da Conferência Episcopal da África do Sul, acolheu, na última quinta-feira, as relíquias de Santa Teresa de Lisieux, provenientes de Doornfontein, um subúrbio de Johannesburgo.


Os restos mortais da santa encontram-se, atualmente, em peregrinação pela África do Sul. Sua permanência no país durará três meses. Depois de várias dioceses, agora as relíquias permanecerão na Catedral de Cristo Rei, na cidade, até o próximo dia 12, quando partirão com destino a Tzaneen. Na noite precedente à partida, haverá uma vigília de oração.

As relíquias de Santa Teresa chegaram à catedral em procissão guiada por meninas trajadas de carmelitas. Participaram da cerimônia de boas-vindas, cerca de 300 sacerdotes, diáconos e numerosos paroquianos.

Em sua homilia, Dom Tlhagale invocou a intercessão da santa, pelo bem da Arquidiocese de Johannesburgo e de todo o país: "Possa a África do Sul – disse – ter líderes sábios e altruístas."

Os restos de Santa Teresa de Lisieux visitarão outros lugares de Johannesburgo, entre os quais a Igreja Regina Mundi, de Soweto, que hoje recebe em doação uma réplica da imagem da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. (AF)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Mais um membro do Instituto é sagrado Bispo para a Igreja!

Após muito tempo sem nenhum novo post no blog, voltamos hoje para uma alegre notícia. Dia 27 de dezembro passado, foi sagrado Bispo da nossa querida Igreja, o então Pe. Milton Kenan Junior. Ele é natural da cidade de Taiúva, SP, pertencente à Diocese de Jaboticabal. Pela imposição das mãos de D. Odilo Pedro Cardeal Scherer, Arcebispo de São Paulo, de D. Antonio Fernando Brochini, Bispo de Jaboticabal e de D. Luiz Eugenio Perez, Bispo Emérito de Jaboticabal, Monsenhor Milton foi sagrado Bispo na Festa da Sagrada Família. A Celebreção contou, ainda, com a presença de vários outros bispos da nossa Província Eclesiástica de Ribeirão Preto e dos Bispos Auxiliares de São Paulo, além de muitos padres de diversas Dioceses.

O Instituto Deus Caritas já tinha um de seus membros no Brasil que é Bispo: trata-se de D. Jacinto Furtado Sobrinho, bispo da Diocese de Crateús, no Ceará.
Agora temos D. Milton Kenan Junior, bispo auxiliar de São Paulo.


Abaixo temos algumas fotos da Sagração Episcopal dele:
> Estes são os pais de D. Milton

Confiemos esta nova missão que D. Milton assume por amor a Igreja à Santa Teresinha.
Que a exemplo dela ele possa ser, no coração da Igreja, o Amor!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Salvação

À medida que Santa Terezinha foi crescendo, e enfrentando as adversidades surgidas em sua precoce vida, foi certificando-se de que no céu havia um lugar reservado para ela. Para isso ela viveu, desde pequenina, tendo sempre como meta maior, alcançar a santidade, mesmo sabendo que os santos e santas enfrentavam enormes provações nesta vida para poder galgar os “degraus” que nos levam ao céu. Porém, à sua maneira, a jovem Terezinha do Menino Jesus, orando e meditando a Palavra de Deus ia, gradativamente, “descobrindo” o seu caminho para a santidade. Percebeu em seu coração, naturalmente inspirada pelo Espírito Santo, que existem muitas maneiras de se salvar ou, como ela mesma afirma de: se fazer santa ainda nesta existência!
Como nos conta em suas memórias, deixadas a nós por escrito, Santa Terezinha descobriu um “elevador” que a levaria mais rapidamente (e também mais facilmente: sem grandes feitos e enormes sacrifícios) como nos relata nesta carta que escreveu a sua superiora, da qual eu transcrevo um trecho: “Bem sabe, minha Madre, que o desejo constante de minha vida é fazer-me santa. Todavia, sempre que me coloco em paralelo com os santos, verifico facilmente que entre eles e mim, há uma imensa diferença, como aquela que existe entre uma montanha cujo cimo se esconde nas nuvens e um grãozinho de areia na praia, que todos pisam sem darem sequer por sua existência. Diante desta realidade fiquei um pouco desanimada em meu propósito, até que me despertei quando refleti: Deus não vai inspirar em ninguém, desejos impossíveis de serem realizados. Apesar da minha pequenez, nada me impede de aspirar à santidade. Não posso progredir? Terei paciência para ir me suportando como sou: com meus cacoetes e imperfeições. Mas hei de buscar o meio certo de chegar ao céu, por algum caminho direto, bem curto, ou por uma sendazinha bem pequena que conseguirei escavar. Como estamos no século das invenções, não vale a pena nos cansarmos subindo uma imensa escadaria pelos seus degraus. Se o rico tem um “elevador” que lhe poupa este trabalho, quero também encontrar um “ascensor” que me eleve até onde habita o meu Jesus, pois sou pequenina para subir os degraus da íngreme escada da perfeição. E assim, procurando nos Livros Sagrados algum indício do “elevador” que sonhava, encontrei estas palavras que a Sabedoria Eterna pronunciou: “Quem é pequenino, venha a mim”. (Pv 9,16) Aproximei-me de Deus convicta que tinha encontrado o que buscava.
Desejosa de saber que faria Deus a esse pequenino que d Ele se aproximasse, continuei com minhas pesquisas e reflexões, e logo encontrei estas outras palavras: “Qual mãe que acaricia o seu filho, assim Eu vos consolarei, tomando-vos ao colo e embalando-vos nos meus joelhos.”(Is 66,12-13) Nunca palavras tão ternas e melodiosas encheram tanto de júbilo a minha alma. Então veja que maravilhosa conclusão eu cheguei: o “elevador” em que hei de subir ao céu são os Vossos braços, meu Jesus! Para isso não preciso crescer, pelo contrário, tenho que ser pequena, aniquilando-me cada vez mais e tornando-me sempre menor.” Santa Terezinha “descobriu” lendo, meditando e aplicando a Palavra de Deus em sua vida, o caminho da humildade e do despojamento de tudo para salvar a sua alma. Para isso abriu mão de sua vida, até certo ponto confortável e tranqüila, já que pertencia a uma família de muitas posses, e tornou-se uma religiosa carmelita, procurando viver na pobreza, na simplicidade e na humildade, investindo seu curto tempo de vida: “ajuntando para si tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças, nem a ferrugem e os ladrões não furam nem roubam.” (Mt 6, 20).

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"Eu sou a bolinha do Menino Jesus; se ele quiser quebrar seu brinquedo ele é livre; sim, quero tudo que ele quiser". (Santa Teresinha, CT 36)

O Natal de Nosso Senhor se aproxima! Sua Encarnação nos ensina tanto: a humildade de um Deus que se faz homem; ensina sobre o SIM de Maria que, mesmo com seus planos, se abriu para aceitar os planos de Deus e sua vontade; nos ensina sobre São José que no seu silêncio acolheu Maria como esposa e Mãe do Salvador.

Que nós também, a exemplo de Santa Teresinha, possamos querer tudo o que Deus quer para nós e não só querer, mas aceitar TUDO aquilo que Ele nos oferece. Sofrimentos ou não, mas acolhamos com amor a vontade daquele que É Amor!


Que Deus abençoe a todos. Um feliz e Santo Natal!!!

São os votos do Instituto Deus Caritas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Casal Martin como modelo de Santidade

Pela primeira vez, com a beatificação dos esposos Martin – pais de Santa Teresinha do Menino Jesus –, a Igreja estabeleceu que a comemoração destes esposos seja no dia do seu matrimônio, e não no de seu falecimento, como de costume.



«Com isso entendo que a Igreja deseja assinalar a importância da união matrimonial como caminho de santificação e fonte de elevação da sociedade», revela à Zenit a professora Eva Carlota Rava, argentina estabelecida em Roma, onde leciona teologia espiritual, na Pontifícia Universidade Lateranense.
Esta docente, que esteve no santuário de Lisieux para a beatificação de Louis Martin e de Zélie Guérin, declara que os pais de Teresinha foram declarados beatos não por serem pais de uma santa, mas por si mesmos e suas virtudes heróicas.
O dia da beatificação coincidiu com o DOMUND, Domingo Mundial das Missões, e com o 10º aniversário da proclamação de Santa Teresinha de Lisieux como Doutora da Igreja por João Paulo II.
É apenas a segunda vez que um casal é elevado aos altares: os primeiros foram Luigi Beltrami Quatrocchi e Maria Corsini.


– O que significa a beatificação dos pais de uma jovem santa?– Rava: Antes de tudo, é preciso esclarecer, como já foi feito em várias ocasiões, que o fundamento da beatificação dos pais da Teresinha não é a santidade de sua filha, mas as virtudes heróicas que eles viveram em sua vida de esposos e pais.
Contudo, a beatificação dos esposos Martin manifesta a importância que tem o ambiente familiar e a concreta educação dada para a formação dos filhos, educação integral selada pela vida da fé, ensinada sem dúvida com a palavra, mas sobretudo com o exemplo cotidiano. Se Teresinha é, como disse Pio XI, «a maior santa dos tempos modernos», isto se explica em parte pelo pai e pela mãe extraordinários que ela teve.
– Você esteve em Lisieux no dia da beatificação. O que destacaria daquele ambiente festivo em comparação com outras beatificações às que assistiu?
– Rava: Tive a graça de poder ir a Lisieux para a beatificação e creio que a alegria desse dia permanecerá para sempre dentro de quem assiste a ela. Ainda que eu tenha participado de outras beatificações, foram sempre em Roma. É a primeira vez que posso assistir a uma no lugar de origem do beato e isso tornou a beatificação mais próxima. O que mais me impressionou foi o clima tão familiar desse dia: havia pessoas de muitos diferentes lugares e continentes, não só da Europa, mas também da África e da Ásia, unidos todos pela comum devoção a Teresinha e a seus pais, assim como muita gente jovem e casais com seus filhos. Era como se fosse a festa de uma mesma e grande família. A isso se acrescentou que foi um dia radiante, realmente primaveral, como Teresinha teria desejado.
– Por que não há mais santos leigos e casados?
– Raiva: Nos primeiros séculos da Igreja, havia leigos, jovens de diferentes profissões, famílias reconhecidas, como Santa Cecília, seu esposo Valeriano e seu cunhado, ou São Vitálio e sua esposa Santa Valéria, com seus filhos Gervasio e Protasio, mártires.
Mas com o transcurso dos séculos, ainda que a santidade sempre tenha sido uma vocação universal, na prática pastoral se privilegiou a vida retirada do mundo, a prática dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência e a profissão dos mesmos como estado de perfeição.
O leigo, na medida em que está imerso no mundo e tem obrigações de caráter temporal, pareceu relegado a um cristianismo menos exigente e comprometido.
Na história da espiritualidade, deve-se esperar São Francisco de Sales e depois a própria Santa Teresinha para que na ordem pastoral a santidade seja cada vez mais um chamado universal dirigido a todos e acessível a todos. Essa é a «novidade» do Vaticano II.
A partir do pontificado de João Paulo II, cada vez mais a Igreja se interessou em promover as causas dos leigos que viveram sua fé cristã assumindo de forma heróica todos os seus compromissos temporais. Creio que isso explica em parte os poucos santos ou beatos leigos.
– Que influência positiva pode ter o modelo do casal Martin, os pais de Santa Teresinha de Lisieux?
– Rava: Em geral, os beatos e santos são recordados na liturgia no dia de sua morte. Pela primeira vez, com a beatificação dos esposos Martin, a Igreja estabeleceu que a comemoração destes esposos seja não no dia do seu falecimento, mas no do seu matrimônio. Com isso, entendo que a Igreja deseja assinalar a importância da união matrimonial como caminho de santificação e fonte de elevação da sociedade.
Ainda que os Martin vivessem em um período histórico e em circunstâncias muito diferentes das nossas, sua experiência nos serve de exemplo em muitos aspectos.
Eles nos ensinam antes de tudo a verdade das palavras de Jesus: «Buscai o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado». Com efeito, conheceram a felicidade de um amor cristão esponsal e familiar generoso e profundo e experimentaram a fortaleza necessária para enfrentar todos os sacrifícios. Ainda que sofressem a perda de 4 filhos pequenos, as dificuldades e exigências de um trabalho indispensável para sustentar a família, e graves enfermidades – ela morreu de câncer aos 46 anos e seu esposo, já viúvo, padeceu de arteriosclerose cerebral –, sempre prevaleceu o amor, a confiança e a gratidão entre eles e com Deus.
Também nos serve de exemplo o modo como souberam conciliar e encarar as exigências do trabalho muitas vezes esgotante, com as da família, educando com amorosa e firme dedicação cada um de seus filhos e encontrando na prática religiosa alento para superar todos os obstáculos.
Os esposos Martin mostram também que a família não é um âmbito fechado sobre si mesmo, mas aberto aos demais. A todos os que entraram em contato com eles, manifestaram solicitude e ajuda: as operárias que trabalhavam para a empresa familiar do «ponto de Alençon», as domésticas, os pobres da cidade... Deram também testemunho de seu espírito cristão, vivendo com patriotismo, mas sem ódios, e com compaixão os duros momentos da guerra franco-alemã quando teve por cenário Alençon e seus arredores.
O casal Luis Martin e Zelia Guérin pode dar luz e força aos esposos e pais cristãos, para fazer de sua vida matrimonial uma fonte de alegria e um caminho para santificar-se santificando. Dão testemunho que a família cristã, quando está animada pelo amor recíproco, é o âmbito onde cada um – pais e filhos – pode crescer e desenvolver-se até alcançar a santidade e oferecer com isso uma contribuição insubstituível à sociedade e à Igreja.